Amigas cacheadas para vocês se inspirarem

Depois de trazer várias inspirações para o blog de meninas que não conheço [lê-se pinterest] resolvi trazer algumas amigas, colegas e conhecidas e são super cacheadas e tenho toda certeza que vocês vão amar. Espero que essas meninas sirvam de espelho para vocês que estão passando por esse momento tão difícil que é a transição.

Esta é a Bia, que  tinha o cabelos do tamanho médio com cachos mais abertos e com um pouco de volume. Depois de enjoar dos cachos ela resolveu colocar dreads para dar uma mudada. Mas, como infelizmente arrumar emprego usando dreads é difícil e como já havia enjoado eles também, ela resolveu tira-los e voltar com os cachos, sem medo do cabelo curto.

Quem olha as fotos da Luana não acredita que aquele menina que usava cabelos liso e essa de cabelo crespo são a mesma pessoa, haha. Assim como várias de nós houve um tempo em que ela alisava os cabelos, até que um belo dia ela resolveu mudar e assumir os seus cachos do tipo 4 por ai com um volume lindo. "Quanto mais volume melhor, né Lu?"

Não sei muito bem porque nunca perguntei, haha mas conheço bastante a Patricia  me lembro de uma vez em que ela me disse que nunca quis passar nenhum tipo de alisamento em seu cabelo, parabéns Paty, você fez uma ótima escolha. Cachos mais largos + volume é igual a olhos brilhando.

PS: Bia, Lu e Paty não me matem [haha] Mas chega uma hora que precisamos de pessoas conhecidas para realmente motivarmos umas as outras. Amo vocês ❤

As mentiras que contam sobre as mulheres

Precious Henshaw's Tumblr

Inimigas. Invejosas. Recalcadas. Fofoqueiras.

Foi isso que nos ensinaram: que não poderíamos confiar umas nas outras. Cochicharam em nossos ouvidos que mulher é tudo falsa. Nos disseram que as outras eram interesseiras, traiçoeiras, que roubariam nossos namorados, que tentariam chamar mais a atenção, que eram vagabundas, sempre uma ameaça.


Ensinaram a lição e mostramos que aprendemos quando dizemos que “mulher trabalhando junta não presta”, ou quando nos orgulhamos ao dizer “não tenho amigas mulheres”, ou quando odiamos aquela garota sem motivo algum, ou todas as vezes que julgamos a sexualidade da colega ou ainda quando atacamos, humilhamos ou desprezamos a outra apenas para buscar as migalhas da aprovação masculina.


Como pudemos acreditar nessas mentiras por tanto tempo?

É tentador acreditar que “somos diferentes das outras” para tentar colher as recompensas por ser uma “boa garota”. Eu sei. O problema é que essas recompensas nunca virão. Se hoje odiamos as outras mulheres e não hesitamos em julga-las, atacá-las ou exclui-las, nada impede que amanhã os dedos que apontam para elas se voltem para nós mesmas. Hoje, a vagabunda é a “outra”; amanhã pode ser eu ou você. Nenhuma de nós está imune – e por isso mesmo, por mais diferentes que sejamos, há muito mais em comum entre nós do que você possa imaginar.

Colocaram entre nós essa espessa cortina de rivalidade para que não sejamos capazes de nos enxergar de verdade. Para nos isolar. Para que, divididas, nos enfraqueçam. Consegue imaginar a quem isso possa interessar? Se eu e você sempre nos considerarmos inimigas, vamos poder esquecer de combater as estruturas da sociedade feitas para nos manter nos nossos devidos lugares. Se eu e você nunca nos considerarmos aliadas, seremos mais facilmente vencidas. Parece até teoria da conspiração, mas basta olhar ao seu redor. Basta olhar para a sua própria vida.

Então está na hora de tentar ver além dessa cortina e, ao invés de olhar para o que nos difere, tentar encontrar aquilo que nos aproxima. Talvez você se surpreenda ao encontrar do outro lado não esse estereótipo odioso que nos venderam, mas uma mulher igual a você. Um ser humano tão único, multifacetado, com falhas e atributos positivos, assim como você mesma.

Mas tome cuidado: transpor essa cortina, apesar de simples, é algo tão poderoso que vai deixar muita gente nervosa. Terão ataques de raiva, vão querer te ridicularizar, te calar, fazer você voltar para o seu estado anterior. Para muita gente, nada que mude pode ser algo bom. Mas você pode imaginar o motivo, né? Normal que essa gente fique tão insegura. Afinal, quando descobrimos que não precisamos lutar umas com as outras, podemos fazer coisas incríveis.

Imagine quanta coisa pode ser diferente se, ao invés de cerrarmos os punhos, estendermos a mão para aquela outra mulher. Imagine poder olhar para nossas irmãs negras, brancas, indígenas, jovens, velhas, cissexuais, transsexuais, heteros, bi, lésbicas, magras, gordas, com ou sem deficiência, baixas, altas e ver que mesmo com tantas diferenças há algo profundo que nos conecta.

Com essa simples mudança de atitude e de pensamento vamos rasgar em mil pedacinhos e ainda sapatear em cima de uma das mais perversas mentiras que contam sobre nós. E, de quebra, ainda podemos conhecer novas amigas. Mulheres com quem vamos poder nos divertir, compartilhar momentos e contar com elas para o que der e vier.

Que possamos mandar um recado para as outras mulheres e não seja de ódio, desprezo ou julgamento; mas um “estamos juntas”. Porque juntas somos mais fortes para combater as armadilhas machistas do nosso mundo. Porque só juntas sobreviveremos.

@letticiaabreu

/lelefezumblog, já deu like?